
Engenheiros e outros especialistas em energias renováveis estão sendo cada vez mais procurados pelos headhunters. A disputa pelos profissionais que unem conhecimento teórico e experiência no setor, perfil ainda raro no mercado brasileiro, acirrou-se com a expectativa sobre a nova edição do Plano Decenal de Expansão de Energia, que estabelecerá as diretrizes a serem seguidas na próxima década.
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A maior parte dos especialistas em energias renováveis encontrados atualmente em empresas privadas foi "roubada" do universo acadêmico, onde se concentram as pesquisas sobre o setor.
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Para jovens em início de carreira, há diversas opções de especialização nas novas modalidades de geração de energia. A Universidade Federal do Ceará (UFC) lançou no ano passado um curso de graduação em Engenharia de Energias Renováveis e instituições de ensino superior de todo o Brasil começam a incluir disciplinas relacionadas às energias renováveis no currículo dos cursos de engenharia.
Outras universidades de ponta além da USP, como as federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Santa Catarina (UFSC) e a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, já têm centros de pesquisa bem estruturados sobre esse assunto. Há também alternativas para quem tem algum tempo de carreira, como os MBAs, cursos de extensão e especializações na área de energia e sustentabilidade oferecidos, por exemplo, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Fundação Dom Cabral (FDC).
Os estados do Nordeste e do Sul são os que mais se destacam pelo potencial eólico. (...) Como resultado direto da perspectiva de expansão das oportunidades nesses estados, começam a surgir empresas especializadas em etapas específicas do desenvolvimento de parques eólicos que vão desde a análise da qualidade do vento, na fase de pré-projeto, até a operação de usinas já instaladas.
Um exemplo dessa especialização é a Dois A, sediada em Natal, que participa dos projetos exclusivamente na fase de execução das fundações e das bases dos aerogeradores, além de construir as vias de acesso. "Os operários são basicamente os mesmos da construção civil, mas o grande diferencial de uma obra de parque eólico é a parte administrativa. Os gerentes precisam entender da dinâmica, da logística e das peculiaridades desse tipo de projeto", afirma o engenheiro civil Antônio Medeiros, um dos sócios da empresa. Um dos principais cuidados técnicos está na escolha do sistema de fundação, que deve suportar a carga não apenas do equipamento, mas também da força gerada pela ação do vento.
Fonte: Valor Ecômico
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